A história dos relógios Seiko Sumo!

Os relógios da série Seiko Sumo estão no imaginário e na lista de desejos de muitos amantes da relojoaria. Trata-se de modelos destinados à prática do mergulho profissional com impermeabilidade a até 200 metros de profundidade (ISO), possuem um belíssimo acabamento, são alimentados por calibres mecânicos de grande prestígio e foram lançados em uma categoria superior a alguns dos modelos mais vendidos pela Seiko, como as séries SKX, Samurai e mais recentemente a Turtle.

Localizados, portanto, em uma gama intermediária dentro do enorme portfólio da Seiko, a série Sumo (ou Sumô) ganhou esse apelido por conta de sua caixa “gordinha”, especialmente se comparada à pulseira de apenas 20 mm, e em decorrência do design do marcador de doze horas que lembra o Mawashi, um tipo de “tanga” utilizada pelos lutadores de Sumô – veja o Guia Completo do Seiko Sumo aqui.

Seiko Sumo SBDC001 – 1ª Geração. Foto: @seikophd.

A primeira geração do Seiko Sumo foi fabricada de 2007 a 2015 e se destinava exclusivamente ao mercado interno japonês (JDM), não sendo possível comprar esses relógios oficialmente fora do Japão. Os modelos eram equipados com o confiável calibre 6R15 da Seiko e foram comercializados por aproximadamente US $ 530 dentro da linha de relógios com especificações profissionais da empresa, ou simplesmente Prospex.

A primeira geração é sem dúvida a mais desejada pelos colecionadores por considerarem seu mostrador o mais bonito dentre as demais. Pesam em seu favor o fato de não possuir a logomarca “X” da série Prospex estampada no mostrador (muitos a consideram grande demais), além de ter o belo “Automatic” escrito em letra cursiva e a palavra “Scuba” que está presente apenas nesta geração.

Fundo do Seiko Sumo SBDC001 – 1ª Geração. Foto: sg.karousell.com

A primeira geração contou com sete modelos (na próxima semana teremos o Guia Completo desta série, aguarde), sendo quatro deles lançados exclusivamente para o mercado tailandês como Edições Limitadas – já comentamos a aparente predileção da Seiko por esse país aqui. A mistura de relógios muito bem construídos, exclusividade JDM e modelos bastante limitados alimentou ainda mais o desejo da comunidade internacional por essas peças até que, em meados de 2015, a Seiko anunciou que uma segunda geração do Sumo estava a caminho.

No ano de 2015 foi divulgado que a série Sumo sofreria pequenas mudanças em seu design e que, nessa nova geração, os relógios seriam comercializados em todo o mundo! Entre algumas discussões nos forums especializados e redes sociais, particularmente por conta das mudanças no mostrador, a segunda geração conquistou o planeta com seus oito modelo lançados até 2019. Partindo de preços na faixa dos US $ 630 esses relógios brigavam de frente e superavam modelos diver’s acima de US $ 1000.

Seiko Prospex Sumo SBDC031 – 2ª Geração. Foto: divulgação Seiko.

O movimento permaneceu sendo o cal. 6R15, a caixa, coroa e pulseira igualmente se mantiveram, apenas o mostrador sofreu pequenas alterações com o acréscimo do “X” da Prospex, a inscrição “AUTOMATIC” passou a ser em caixa alta e letra de forma, além da expressão “Diver’s” que agora precedia os “200m” – como ocorria nas edições limitadas da primeira geração.

A linha Sumo finalmente chegava de forma oficial aos quatro cantos da Terra, dispensando as pesadas taxas de importação do Japão e popularizava ainda mais esses relógios.  A principal ausência sentida na nova geração foi com relação ao cristal de safira, uma vez que a Seiko optou por manter o reconhecido cristal Hardlex, uma excelente opção para o uso profissional (como tratamos no guia completo dos cristais), mas que sofre um pouco mais com os “esbarrões” do uso cotidiano. Essa questão foi tratada na terceira geração do Sumo.

Fundo do Seiko Sumo SBDC031 – 2ª Geração. Foto: global.rakuten.com

Apenas quatro anos após a estreia da segunda geração a Seiko anunciou que lançaria a Terceira Geração da série Sumo no final de 2019. Para esta última geração mudanças importantes ocorreram, a primeira e mais desejada foi a aplicação do cristal de safira em todos os modelos. Particularmente para nós que utilizamos esses relógios enquanto tratamos de nossos afazeres diários, essa foi uma boa decisão da Seiko.

A estrutura do bezel foi modificada, embora permaneça com uma variante do design de “garra de moeda”. O decalque do bezel sofreu grandes mudanças, a fonte utilizada nos números é mais suave, arredondada e harmônica em comparação a todo o conjunto do relógio. Sempre considerei a fonte anterior um pouco exagerada, desproporcional, parecendo estar em negrito, então esta foi uma melhoria bastante relevante. Por fim, o triângulo que comportava o lume agora é um trapézio em um agradável conjunto com os marcadores de 6, 9 e 12 horas.

Seiko Prospex Sumo SBDC083 – 3ª Geração. Foto: divulgação Seiko.

Esses três marcadores também sofreram aperfeiçoamentos, estão mais esguios,  embora mantenham as formas trapezoidais. O traço que passa pelo marcador de doze horas foi um pouco alongado e com os demais marcadores ligeiramente menores, o mostrador como um todo me parece mais elegante e compõe um conjunto de características bastante agradáveis com as demais modificações.

Os ponteiros de hora e minuto foram redesenhados e, embora goste do novo design do ponteiro das horas lembrando o marcador de 12 horas, acredito que se fosse ligeiramente mais fino comporia melhor toda essa nova proposta do Sumo. O ponteiro dos minutos ficou realmente bonito e ambos trazem um contrapeso menos pontiagudo que agradou. O segundeiro ganhou um contrapeso igualmente vai esguio e sua ponta foi alongada, ótimas decisões tomadas pelos designers da Seiko.

Fundo do Seiko Sumo SBDC083 – 3ª Geração. Foto: shop.hodinkee.com

A proposta da caixa continua a mesma, embora tenha sofrido ligeiras modificações no acabamento. Outra importante melhoria nesta geração foi a substituição do calibre 6R15 pelo cal. 6R35 que expandiu a reserva de marcha do relógio de 50 para 70 horas, um ganho bastante considerável. Esses modelos vêm a partir de valores próximos aos US $ 800.

Por outro lado, como “nem tudo são flores”, os projetistas cometeram um erro gravíssimo na terceira geração ao retirarem a assinatura “S” da coroa do Sumo. Não consigo compreender essa decisão, não mesmo, exceto se a intenção era reduzir o custo de fabricação sacrificando um dos mais belos diferenciais da série Sumo. Certamente a coroa com o “S” gravado será a principal modificação feita nesses relógios por seus proprietários. Um erro bobo que poderia (e deveria) ter sido evitado.

Seiko Prospex Sumo SBDC057 – 2ª Geração. Foto: i.ytimg.com

O calendário se manteve basicamente o mesmo em todas as gerações sendo do tipo que exibe apenas a data mensal em um recorte no mostrador às três horas e possui um contorno branco como acabamento. A terceira geração traz esse contorno ligeiramente mais espesso, não chega a ser desagradável ou desarmonioso, mas poderia ser melhor acabado.

Conforme surjam novidades da série Sumo este artigo será atualizado e informarei, como sempre, nos stories de nosso Instagram. O que você pensa dessa celebrada série da Seiko? Tem ou teria algum Seiko Sumo? Compartilhe conosco e não deixe de assinar nossas notificações por e-mail, de se inscrever em nosso canal no YouTube, curtir nosso Facebook e de nos seguir no Instagram. Forte abraço!

 

 

16 comentários em “A história dos relógios Seiko Sumo!

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  1. Bom dia, Ramon. Sempre achei esse modelo muito atraente. Está na minha wishlist (o de 2ª Ger.). Uma pena que a Seiko eliminou o “S” da coroa, um charme a menos nesse cultuado relógio. Grande abraço!

  2. Um relógio mais bonito que o outro, o PADI da primeira imagem é show demais. Parabéns pelo ótimo artigo Ramon.

    1. Olá Marcelo!

      Também acho esse Sumo PADI sensacional, infelizmente é extremamente raro, apenas mil unidades foram fabricadas e acredito que nenhuma esteja no Brasil.

      Obrigado meu amigo, grande abraço!

  3. Bom dia Ramon! Muito bom saber a origem e as diferenças dos Sumo´s! Eu acho muito bonito os modelos, a caixa, mostrador, enfim tudo, mas o tamanho de 53mm lug to lug me fez desistir de uma compra. Tive um Samurai (48mm lug to lug) e já achei desproporcional no meu pulso, embora o Turtle com 47mm lug to lug tenha ficado legal!
    Um bom fds e obrigado pelos artigos, estão deixando minha quarentena menos estressante!

    1. Grande Hector! Boa tarde meu amigo!

      Realmente o Sumo nunca se propôs a ser um relógio pequeno, pelo contrário, mas também não é exagerado como uns douradões estranhos que vemos por aí rsss. De maneira geral ele se comporta bem em pulsos medianos para cima, mas nada impede que uma pessoa de pulso mais estreito o utilize. Quanto ao Samurai aquelas garras (lugs) apontando para dentro realmente dão a impressão de ser um pouco menor e acaba “vestindo” melhor.

      Muito obrigado Hector, fico feliz por essa singela contribuição do Seiko PhD nesse momento tão conturbado.

      Grande abraço e ótimo final de semana.

  4. assim como o turtle e o samurai, o sumo é um belíssimo relógio. uma pena eles terem tirado a marcação na coroa. uma pena mesmo.

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