Reflexão: Seiko “mint condition” e os perigos por trás do termo!

Colecionadores e leiloeiros do mundo todo costumam aplicar uma graduação de qualidade aos relógios seminovos e muitos por aqui já usam parte desses termos. Um dos níveis mais elevados de qualidade e que vem sendo empregado de forma indiscriminada é a condição “mint– e todo o valor a ela agregado. Um relógio em mint condition é um relógio usado, vintage ou não, que está praticamente em perfeitas condições e que TODAS as peças são originais da época de seu lançamento, nada foi substituído.

Nele pode haver pequenas marcas de uso, mas só poderão ser vistas com o auxílio de algum equipamento, mesmo que simples. O relógio NÃO pode ter sido restaurado, apesar de alguns defenderem uma restauração leve, imperceptível, o que discordo. A questão é que a expressão “mint” vem sendo usada para relógios que foram claramente polidos, que possuem danos e desgastes muito claros ou que tiveram peças substituídas, o que é, no mínimo, um equívoco ou má-fé do vendedor.

Seiko 5 Sportsmatic 6619-8230 com sinais de polimento. Foto: mercadolivre.com.br.

Na imagem acima vemos um relógio anunciado como em condição “mint” em um grande site de vendas do Brasil, mas que possui sinais evidentes de polimento em seu fundo. Note que o primeiro e o último dígito do número de série estão apagados, outras letras gravadas do fundo também estão com as extremidades desgastadas, fruto do equipamento usado na hora de realizar o polimento.

A foto que exibe o mostrador também impressiona pela sua “perfeição”, especialmente dos ponteiros e marcadores de horas que costumam oxidar mais facilmente. Tudo parece novo, perfeito demais, para um relógio que possui sinais claros de restauração. O ideal é avaliar pessoalmente, mas posso dizer que existem ENORMES possibilidades de boa parte das peças terem sido substituídas, mesmo que por outras originais, ou passaram por uma boa restauração, o que já descaracterizaria a condição “mint” e seu valor final.

A frente do relógio. Foto: mercadolivre.com.br.

Para um relógio que data de 1967, ou seja, estando hoje com 51 anos, não haver qualquer sinal de sujeira ou oxidação levanta suspeitas e sua credibilidade é colocada em jogo pelos claros sinais de polimento na tampa traseira. O vendedor ainda acrescentou fotos do maquinário que exibem sinais leves do passar dos anos, o que é plenamente aceitável.

Em suma, trata-se de um relógio que foi restaurado e está em boas condições, mas não é um “mint e nem justifica o valor cobrado como tal. Não deixe de assinar nossas notificações por e-mail, de se inscrever em nosso canal no YouTube, curtir nosso Facebook e de nos seguir no Instagram. Forte abraço!

 

2 comentários em “Reflexão: Seiko “mint condition” e os perigos por trás do termo!

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