Guia: 7 dicas valiosas para comprar e colecionar relógios Seiko vintage!

Os relógios vintage sempre me atraíram, porém uma investida neste segmento do colecionismo gera muitas dúvidas e de fato requer certa prudência e algum conhecimento prévio para evitar armadilhas. Com base no questionamento de amigos surgiu este artigo onde darei dicas importantes no intuito de te auxiliar na possível compra de um relógio vintage.

A própria definição do vintage pode causar contradição, particularmente gosto da explicação oferecida pelo Cambridge Dictionary quando afirma ser o vintage algo de “alta qualidade e valor duradouro, ou que mostre as melhores características ou as mais típicas de um determinado tipo de coisa, especialmente do passado”, em tradução livre.

Seiko 6117-6010 “World Time” GMT. Foto: ebay.com

Com essa explicação quero deixar claro que o fato de um relógio ter simplesmente certa idade não quer dizer que seja vintage! Há a necessidade de se ter qualidade, valor duradouro ou expor certas características especiais, conforme a definição acima. Nesses quesitos a Seiko se lança em larga vantagem por possuir uma enorme variedade de relógios vintage lançados ao longo de seus quase 140 anos de história e uma aclamada trajetória de conquistas, inovações e reconhecimentos mundo afora.

Entretanto, para um neófito, esse universo de possibilidades pode se mostrar bastante confuso e, por vezes, desafiador na hora de comprar uma nova peça ou começar sua coleção de relógios vintage. Tendo em mente essas dificuldades elenquei 7 fatores a serem levados em consideração antes de se adquirir um desses relógios.

Seiko Bell-Matic 4006-6031 de 1972. Foto: arquivo @SeikoPhD.

1 – A história por trás da peça
O primeiro passo é conhecer um pouco a história do relógio. Alguns modelos como o Seiko “Pogue” (falarei sobre ele em um artigo específico) carregam uma rica história e essa característica, juntamente com outros fatores, agregam grande valor à peça. Tratando-se de relógios vintage, as histórias e estórias podem ser determinantes!

2 – O tipo de mecanismo e seu funcionamento
De maneira geral os relógios mecânicos envelhecem melhor que os relógios a quartzo e tendem a garantir um maior valor ao longo dos anos. Essa realidade se dá por ser um mecanismo mais confiável, pela possibilidade de ocorrerem pequenas substituições de peças se necessário, por não precisar abrir anualmente a caixa para trocar baterias e pelas artes da engenharia e manufatura envolvidas nessas máquinas.

King Seiko 4402-8000. Foto: wristsushi.proboards.com

Um fato que costuma prejudicar grande parcela dos relógios vintage a quartzo é o famigerado esquecimento nas gavetas, com isso as baterias acabam estourando e oxidam todo o mecanismo, geralmente inutilizando o relógio. Há ainda expressivo número de modelos que possuem a caixa da máquina blindada e isso quer dizer que não é possível acessar seu interior para fazer a maioria dos reparos, em caso de defeito ou mal funcionamento normalmente todo o movimento precisa ser descartado.

No mais, o funcionamento geral do relógio deve ser inspecionado com cuidado, toda informação aqui é importante como atraso ou adiantamento das horas, se o cronógrafo está zerando, se os aros funcionam adequadamente e etc.

Seiko 5 Sports 6119-6400 de 1970. Foto: retrowristwear.co.uk

3 – A qual classe pertence
A partir do momento em que se conhece algo sobre o relógio é interessante identificar em qual classe ele se encaixa, os relógios diver’s e os cronógrafos automáticos certamente estão entre os queridinhos dos colecionadores e com isso têm bastante liquidez no mercado, esse pode ser um fator determinante para aquisição daquela peça. No final das contas seu gosto comandará, todavia às vezes um bom negócio surge de maneira inesperada e aquele relógio que você não nutria muita simpatia passa a ter bons atributos depois de algumas pesquisas. Essas coisas fazem parte do universo dos colecionadores, procure não se limitar demais.

4 – Estado do mecanismo, do cristal e da caixa
Tendo identificado as questões acima, o estado de conservação precisa ser observado para não comprar “gato por lebre”, como dizia meu falecido avô! Inicialmente o estado da caixa deve ser levado em consideração, especialmente quanto à existência de algum tipo de corte profundo, oxidação ou polimento que tenha danificado o relógio.

Seiko 4006-6031 Bell-Matic. Foto: thewatchspotblog.com

Algumas pessoas acabam por polir o relógio tantas vezes ou de forma tão grosseira que desbastam a caixa e arredondam arestas preexistentes, danificando o design da peça permanentemente e depois tentam uma venda como “mint condition“. Riscos normais de uso em um relógio vintage são comuns, daí surge a questão de polir ou não. Muitos colecionadores são intransigentes quanto a qualquer intervenção e abominam todo tipo de polimento, outros já aceitam polimentos leves que podem deixar o relógio com a aparência de novo, fica a seu critério.

Após verificar a caixa observe também o cristal, pois alguns são muito, muito raros e consequentemente alcançam valores elevados quando aparecem no mercado como peça de reposição. Um bom cristal pode fazer a diferença, lembrando que se houver riscos leves, especialmente em uma peça mais rara, um polimento pode resolver a questão.

Seiko 6M13-0019 “Age of Discovery” Perpetual Calendar. Foto: carousell.sg

Por fim é fortemente aconselhável observar o estado do mecanismo do relógio. Alguns apresentam oxidações avançadas e danos difíceis de serem reparados. Outra questão aqui é quanto à troca intencional de um mecanismo altamente desejado e colecionável, por outro parecido no intuito de enganar o comprador. Fique atento.

5 – Os ponteiros e mostrador
Tornou-se habitual o proprietário substituir os ponteiros e o mostrador do relógio no intuito de customizar a peça ou remover partes oxidadas, fique atento e procure um relógio o mais fiel possível ao original, assim seus riscos serão dirimidos.

Seiko 7016-5001 “Monaco”. Foto: watchpatrol.net

6 – As pulseiras e braceletes
Dê uma atenção especial aos braceletes e pulseiras, alguns de formatos específicos são muito raros, foram feitos apenas para determinado modelo de relógio e, às vezes, podem custar tanto ou mais que o relógio em si! Uma boa peça com a pulseira original agregará valor ao conjunto e será relevante em qualquer coleção.

Vale ressaltar a importância de adquirir um relógio vintage com a pulseira no tamanho adequado para você, pois elos extras podem ser raros e bem caros. Pergunte pelo tamanho total do bracelete antes de finalizar a comprar.

Seiko AGS Scubamaster Stingray. Foto: mywatchmart.com

7 – Acessórios.
Os acessórios originais também agregam valor à peça. Um relógio vintage na caixa original, com manual, elos extras do bracelete, tags e nota fiscal sem dúvida é ainda mais desejável.

Neste artigo mostrei um panorama geral no intuito de facilitar sua caminhada pelo desejado universo dos relógios vintage. Destaco que as informações que postei aqui devem lhe dar uma direção, um norte, prevalecendo sempre o bom senso e a razão. Na dúvida pesquise, a internet é um lugar fantástico com o devido cuidado.

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